sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Reportagem sobre a qualidade da respiração
Segue reportagem muito interessante do Sportv Repórter sobre a qualidade da respiração. Participei do programa com uma entrevista.
http://sportv.globo.com/videos/sportv-reporter/t/ultimos/v/sportv-reporter-12102015-a-qualidade-da-respiracao/4531363/
http://sportv.globo.com/videos/sportv-reporter/t/ultimos/v/sportv-reporter-12102015-a-qualidade-da-respiracao/4531363/
terça-feira, 7 de julho de 2015
Programa Especial de Apneia na Claro TV
Em breve, a Claro TV irá transmitir uma série de programas de esporte radicais chamada Black Top Rules, onde participo representando o episódio sobre apneia.
Cada episódio tem duração de 24 min e é apresentado pelo campeão mundial de slackline e gente finíssima Carlos Neto.
As gravações foram em Angra dos Reis e como atletas convidados participaram os meus grandes amigos apneístas Marcello Cardoso e Murilo Carvalho.
A produção e imagens foram realizadas pela Storm Productions, onde outro grande amigo e cinegrafista, José Dias, trabalhou na obtenção de imagens subaquáticas.
Segue abaixo o teaser do esisódio. Assim que eu souber a data de exibição, postarei aqui.
Cada episódio tem duração de 24 min e é apresentado pelo campeão mundial de slackline e gente finíssima Carlos Neto.
As gravações foram em Angra dos Reis e como atletas convidados participaram os meus grandes amigos apneístas Marcello Cardoso e Murilo Carvalho.
A produção e imagens foram realizadas pela Storm Productions, onde outro grande amigo e cinegrafista, José Dias, trabalhou na obtenção de imagens subaquáticas.
Segue abaixo o teaser do esisódio. Assim que eu souber a data de exibição, postarei aqui.
sábado, 25 de abril de 2015
Fernando de Noronha 2015
A maioria das viagens que faço estão relacionadas a eventos
de apneia (competições, cursos, entrevistas, palestras etc) ou ao meu trabalho
como biólogo marinho (coletas, congressos, cursos etc).
Conto nos dedos as vezes que saí do Rio apenas para “turistar”.
Essa com certeza jamais esquecerei.
Segue um vídeo com um sumário das minhas experiências no
lugar mais bonito que já visitei: Fernando de Noronha. Todos os dias ia mergulhar, pegar onda, jogar futevolei e curtir um forrozinho da ilha.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Breve participação minha em programa do Discovery Channel
Breve participação minha em programa do Discovery Channel.
Confiram:
Confiram:
quarta-feira, 7 de maio de 2014
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Treino intervalado de corrida para desenvolver a apneia
O treino intervalado consiste em tiros de curta duração com
máxima velocidade por intervalos curtos de descanso em repouso. Geralmente é
feito entre 6-10 repetições.
É excelente para a apneia, pois, além de melhorar o
condicionamento cardiorespiratório, ajuda a estender o limiar anaeróbio.
De acordo com Gazzoni (2003) “o limiar anaeróbio é a
intensidade de exercício onde o nível de lactato sangüíneo apresenta um ponto
de quebra de linearidade, e vem a se acumular de forma mais intensa do que
vinha apresentando em intensidades de exercício mais leves.
Em qualquer intensidade de exercício existe produção de
lactato, porém em intensidades abaixo do limiar esse lactato não se acumula,
pois a velocidade de remoção é igual à velocidade de produção. O lactato só irá
se acumular quando a velocidade de remoção for inferior a de produção.”
No caso da apneia, onde realizamos esforço prendendo a
respiração, rapidamente atingimos o limiar anaeróbio e o corpo começa a
acumular lactato. Portanto, conseguir estender este limiar é uma etapa
fundamental da preparação física de um apneísta.
Além das vantagens supracitadas, o treino intervalado
promove a queima de gorduras, melhora a captação do oxigênio e aumenta a
disposição no dia a dia.
Um treino que costumo fazer e que serve de aquecimento para
outras atividades de musculação que fazem parte da minha preparação é um treino
intervalado onde o intervalo entre as séries (repouso) consiste de uma
atividade aeróbica de alta intensidade. Ou seja, na verdade, você não tem um
repouso propriamente dito e simplesmente continua correndo, só que numa
velocidade menor do que a do tiro.
O treino/aquecimento que me refiro do vídeo abaixo foi o
seguinte:
4 séries de tiro de 1 min correndo a 20 km/h na esteira por
1 min de descanso correndo a 15 km/h, totalizando 8 min de atividade.
Notem que o primeiro minuto eu começo correndo a 15 km/h e
só dou início aos tiros a 20 km/h no segundo minuto. Observem também que nos
últimos dois tiros eu não consegui completar um minuto e fiz um pouco menos.
Lembrando que este é um exercício que exige muito da
capacidade cardiovascular e é muito importante estar em boa condição física e
de saúde.
Segue o vídeo do treino/aquecimento que a minha amada
namorada, Elisa Flores, gravou pra mim:
Referência:
Gazzoni, C. (2003). Fisiologia do Exercício - Ponto de Vista
Limiar Anaeróbio: Visão Geral. Disponível em: http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=945
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Lung Squeeze (barotrauma pulmonar de descida) e o acidente com apneísta americano nas Bahamas
Esta semana o mergulho livre
recebeu uma triste notícia. O recordista de apneia americano Nicholas Mevoli
desmaiou e morreu logo após retornar de sua performance de 72 na modalidade
lastro constante sem nadadeiras como resultado de um barotrauma pulmonar de
descida. É a primeira vez em 21 anos da Associação Internacional para o
Desenvolvimento da Apneia (AIDA) que um atleta morre durante uma competição.
Maiores detalhes sobre o ocorrido podem ser vistos em: http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/the-new-york-times/2013/11/19/mergulhador-americano-morre-ao-tentar-bater-recorde.htm
Muitos amigos que mergulham em
apneia, assim como eu, ficaram chocados com a notícia e gostariam de entender
melhor o que pode ter acontecido e o que poderia ter sido feito para evitar
este acidente. Vou então tentar contribuir.
Praticamente todos os mergulhos
em apneia que já fiz em minha vida abaixo de 50 m de profundidade resultaram
neste mesmo tipo de barotrauma pulmonar que supostamente o Nicholas sofreu. Evidentemente,
com menor gravidade do que o dele.
Você termina o mergulho e, quando
chega à superfície, sente dificuldade de respirar, falta de ar e não consegue
encher completamente os pulmões. Sente que tem algum fluido nos pulmões que faz
um chiado ao respirar. A sensação é bem parecida com estar cheio de catarro.
Naturalmente, você sente vontade de tossir e puxar o “catarro” de dentro. Ao
cuspir, verifica que não tem nada do Hulk no cuspe, nem tampouco saliva, o
cuspe é praticamente todo de sangue.
Dependendo da intensidade do
barotrauma, você fica uns 1-2 dias cuspindo sangue. Enquanto ainda tem sangue
nos pulmões, você não é ninguém. Por mais que esteja em plena forma física,
fica extremamente cansado ao fazer qualquer atividade que não seja ficar
deitado. A saturação de O2 no sangue diminui e uma caminhada de 100 m parece
uma corrida de uma maratona. Mas o que então acontece?
Primeiro é importante entender
alguns conceitos relacionados a volumes pulmonares. O nosso volume pulmonar total (TLV) consiste na
capacidade total de armazenamento de ar nos pulmões após uma inspiração
forçada. O nosso volume residual (RV)
é o volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração forçada. O volume
residual existe porque você nunca
conseguirá esvaziar completamente os pulmões. Sempre fica um pouco de ar para,
pelo menos, manter os alvéolos abertos.
À medida que vamos descendo e
ganhando profundidade numa imersão em apneia, o ar contido em nossos pulmões
vai sendo comprimido juntamente com os próprios pulmões. Em teoria, se você
atingir uma profundidade em que os seus pulmões estejam comprimidos a volumes
menores do que o seu volume residual, você tem grandes chances de sofrer um lung squeeze (aperto do pulmão, da
tradução para o Português), que é o também chamado barotrauma pulmonar de
descida. Trata-se de um rompimento (hemorragia) dos estreitos vasos sanguíneos
(capilares) que fazem as trocas gasosas com os alvéolos (edema pulmonar). É
como se a pessoa se afogasse com o próprio sangue.
Existe uma fórmula para
determinar a profundidade máxima teórica que um apneísta poderá mergulhar sem
que os seus pulmões sejam comprimidos a volumes inferiores ao do volume
residual. A fórmula é TLC/RV = profundidade em ATM. Portanto, se um indivíduo
possui 10 litros de TLC (volume pulmonar total) e 2 litros de RV (volume residual),
o limite para os seus pulmões se comprimirem até o volume residual seria 5 ATM
(= 40 m).
Como falei, este se trata e um
limite teórico. Na prática, os apneístas conseguem ultrapassar o limite teórico
devido ao fenômeno de adaptação fisiológica conhecido como blood shift (deslocamento de sangue). O blood shift geralmente ocorre com o mergulho em profundidade em
apneia. Há uma vasoconstrição periférica onde os membros (braços e pernas)
param de receber sangue, que se desloca para região do tórax e pulmões. Como
resultado, os vasos capilares dos pulmões, agora mais “estufados” se projetam
para dentro dos espaços alveolares substituindo o ar e resultando em uma
redução no próprio volume residual que, por sua vez, estende o limite de
profundidade.
De qualquer modo, mesmo com o blood shift que protege os pulmões
contra a compressão, os capilares são muito sensíveis e podem se romper
facilmente, particularmente em algumas situações. As circunstâncias mais
freqüentes para a ocorrência de lung
squeeze são:
1) Realizar imersões profundas sem aquecimento. O
corpo precisa se adaptar aos poucos à profundidade para os pulmões irem
ganhando elasticidade negativa.
2) Segurar contrações durante mergulho profundo. Se
você começar a sentir vontade de respirar e tiver contrações em uma
profundidade em que o seu pulmão já esteja bastante comprimido, o movimento do
diafragma movimentando o abdômen para dentro irá gerar uma pressão negativa
ainda maior nos pulmões, aumentando o risco de lung squeeze.
3) Tentar equalizar usando a manobra de Valsalva
durante mergulho profundo. Em grandes profundidades, seus pulmões estarão
muito comprimidos. Se você tentar remover o pouco ar que ainda restam neles
para equalizar os ouvidos, a chance de sofrer um barotrauma será grande. Por
isso, nós apneístas utilizamos a manobra de Frenzel, onde a equalização é
executada utilizando-se apenas do ar contido na boca.
4) Realizar imersões com os pulmões vazios. Se você
soltar o ar antes de mergulhar, seus pulmões serão comprimidos até o volume
residual numa profundidade muito inferior do que aquela que eles seriam se
tivesse enchido completamente os pulmões. Isso poderia levar a barotraumas
mesmo no raso, como em 5 m de profundidade.
5) Tensão, falta de relaxamento e/ou falta de
elasticidade negativa da caixa torácica. Geralmente o medo ou ansiedade causa
tensão, propiciando o barotrauma. A ausência de elasticidade negativa da caixa
torácica é muito comum em atletas especialistas em modalidades de piscina.
Estes geralmente treinam muito para encher bastante os pulmões (elasticidade
positiva da caixa torácica), mas pouco para conseguir esvaziá-los bem
(elasticidade negativa), enfrentando dificuldades no mergulho em profundidade.
No caso do Nicholas, devemos
considerar alguns fatores que podem ter levado ao grave barotrauma que resultou
em sua morte:
1) Segundo relatos de amigos, o
Nicholas teria sofrido um lung squeeze
dois dias antes num mergulho que fez a 95 m de profundidade. Isso significa que
ele não teve tempo suficiente para se recuperar e a cicatrização dos vasos
rompidos ainda não estava completa.
2) Durante o mergulho a 72 m que
levou a sua morte, Nicholas teve problemas a 68 m (possivelmente dificuldade de
equalizar) e fez a virada para abortar o mergulho e retornar à superfície.
Entretanto, em frações de segundos, mudou de ideia e decidiu forçar um pouco
mais e descer os 4 m que restavam para atingir sua meta de 72 m. Isso
certamente gerou uma tensão e esforço extra, que, juntamente com uma possível
tentativa desesperada de forçar a equalização, pode ter propiciado o lung squeeze.
3) A modalidade de lastro
constante sem nadadeiras que o Nicholas estava praticando exige um esforço
muito grande, podendo gerar vontade de respirar e contrações no diafragma ainda
na descida ou início da subida, quando os pulmões estão muito comprimidos. Isto
também favorece um lung squeeze.
4) O fato de se estar em uma
competição internacional com grandes chances de boa colocação e recorde e
apenas uma chance para realizar o mergulho imprime uma pressão muito grande ao
atleta que estava treinando há meses só para aquele momento. O certo seria se
todos abortassem o mergulho se não estivessem se sentindo 100%, mas na prática
não é o que acontece em competições. Fica a lição de que nenhum recorde vale a
sua saúde e integridade física.
Dada as circunstâncias, o
barotrauma do Nicholas foi muito intenso e o extravasamento de muito sangue
para o interior dos pulmões impediu uma troca gasosa eficiente. Ele parece ter
morrido afogado no próprio sangue.
Não conheci o Nicholas, mas soube
que ele era muito querido por todos. Registro aqui as minhas condolências a sua
família e amigos.
Finalizo o post com o link para
algumas dicas da amiga e atleta Kathryn Mcphee para evitar o lung squeeze e como
proceder caso aconteça: http://kathrynmcphee.blogspot.com.br/2009/11/lung-squeeze-clarified.html
domingo, 5 de maio de 2013
Caixote tenso em São Conrado
No dia 26/04/2013 rolaram altas ondas em São Conrado, pico
da Zona Sul do Rio de Janeiro.
Botei pra baixo numa delas com cerca de 8-10 pés e tomei uma
vaca sinistra registrada pelo Marcio Antonelli e Angelo Guareschi. A onda foi
destaque no principal portal de surf do Brasil: http://ricosurf.globo.com/noticias/bodyboarding/bodyboarding-recordista-de-apneia-toma-vaca-nervosa-em-sao-conrado/
Minha experiência com a apneia ajudou muito a manter a calma e o controle nesse momento tenso.
Seguem duas fotos da onda, a primeira é um frame do vídeo e a segunda é de autoria do Angelo Guareschi (http://guareschii.blogspot.com).
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