quarta-feira, 7 de maio de 2014

Tubo em São Conrado - RJ

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Tubinho que tirei hoje cedo em São Conrado - RJ. Imagem: Marcio Antonelli.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Treino intervalado de corrida para desenvolver a apneia

O treino intervalado consiste em tiros de curta duração com máxima velocidade por intervalos curtos de descanso em repouso. Geralmente é feito entre 6-10 repetições.

É excelente para a apneia, pois, além de melhorar o condicionamento cardiorespiratório, ajuda a estender o limiar anaeróbio.

De acordo com Gazzoni (2003) “o limiar anaeróbio é a intensidade de exercício onde o nível de lactato sangüíneo apresenta um ponto de quebra de linearidade, e vem a se acumular de forma mais intensa do que vinha apresentando em intensidades de exercício mais leves.

Em qualquer intensidade de exercício existe produção de lactato, porém em intensidades abaixo do limiar esse lactato não se acumula, pois a velocidade de remoção é igual à velocidade de produção. O lactato só irá se acumular quando a velocidade de remoção for inferior a de produção.”

No caso da apneia, onde realizamos esforço prendendo a respiração, rapidamente atingimos o limiar anaeróbio e o corpo começa a acumular lactato. Portanto, conseguir estender este limiar é uma etapa fundamental da preparação física de um apneísta.

Além das vantagens supracitadas, o treino intervalado promove a queima de gorduras, melhora a captação do oxigênio e aumenta a disposição no dia a dia.

Um treino que costumo fazer e que serve de aquecimento para outras atividades de musculação que fazem parte da minha preparação é um treino intervalado onde o intervalo entre as séries (repouso) consiste de uma atividade aeróbica de alta intensidade. Ou seja, na verdade, você não tem um repouso propriamente dito e simplesmente continua correndo, só que numa velocidade menor do que a do tiro.

O treino/aquecimento que me refiro do vídeo abaixo foi o seguinte:

4 séries de tiro de 1 min correndo a 20 km/h na esteira por 1 min de descanso correndo a 15 km/h, totalizando 8 min de atividade.

Notem que o primeiro minuto eu começo correndo a 15 km/h e só dou início aos tiros a 20 km/h no segundo minuto. Observem também que nos últimos dois tiros eu não consegui completar um minuto e fiz um pouco menos.

Lembrando que este é um exercício que exige muito da capacidade cardiovascular e é muito importante estar em boa condição física e de saúde.

Segue o vídeo do treino/aquecimento que a minha amada namorada, Elisa Flores, gravou pra mim:



Referência:


Gazzoni, C. (2003). Fisiologia do Exercício - Ponto de Vista

Limiar Anaeróbio: Visão Geral. Disponível em: http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=945  

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Lung Squeeze (barotrauma pulmonar de descida) e o acidente com apneísta americano nas Bahamas

Esta semana o mergulho livre recebeu uma triste notícia. O recordista de apneia americano Nicholas Mevoli desmaiou e morreu logo após retornar de sua performance de 72 na modalidade lastro constante sem nadadeiras como resultado de um barotrauma pulmonar de descida. É a primeira vez em 21 anos da Associação Internacional para o Desenvolvimento da Apneia (AIDA) que um atleta morre durante uma competição. Maiores detalhes sobre o ocorrido podem ser vistos em: http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/the-new-york-times/2013/11/19/mergulhador-americano-morre-ao-tentar-bater-recorde.htm

Muitos amigos que mergulham em apneia, assim como eu, ficaram chocados com a notícia e gostariam de entender melhor o que pode ter acontecido e o que poderia ter sido feito para evitar este acidente. Vou então tentar contribuir.

Praticamente todos os mergulhos em apneia que já fiz em minha vida abaixo de 50 m de profundidade resultaram neste mesmo tipo de barotrauma pulmonar que supostamente o Nicholas sofreu. Evidentemente, com menor gravidade do que o dele.

Você termina o mergulho e, quando chega à superfície, sente dificuldade de respirar, falta de ar e não consegue encher completamente os pulmões. Sente que tem algum fluido nos pulmões que faz um chiado ao respirar. A sensação é bem parecida com estar cheio de catarro. Naturalmente, você sente vontade de tossir e puxar o “catarro” de dentro. Ao cuspir, verifica que não tem nada do Hulk no cuspe, nem tampouco saliva, o cuspe é praticamente todo de sangue.

Dependendo da intensidade do barotrauma, você fica uns 1-2 dias cuspindo sangue. Enquanto ainda tem sangue nos pulmões, você não é ninguém. Por mais que esteja em plena forma física, fica extremamente cansado ao fazer qualquer atividade que não seja ficar deitado. A saturação de O2 no sangue diminui e uma caminhada de 100 m parece uma corrida de uma maratona. Mas o que então acontece?

Primeiro é importante entender alguns conceitos relacionados a volumes pulmonares. O nosso volume pulmonar total (TLV) consiste na capacidade total de armazenamento de ar nos pulmões após uma inspiração forçada. O nosso volume residual (RV) é o volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração forçada. O volume residual existe  porque você nunca conseguirá esvaziar completamente os pulmões. Sempre fica um pouco de ar para, pelo menos, manter os alvéolos abertos.

À medida que vamos descendo e ganhando profundidade numa imersão em apneia, o ar contido em nossos pulmões vai sendo comprimido juntamente com os próprios pulmões. Em teoria, se você atingir uma profundidade em que os seus pulmões estejam comprimidos a volumes menores do que o seu volume residual, você tem grandes chances de sofrer um lung squeeze (aperto do pulmão, da tradução para o Português), que é o também chamado barotrauma pulmonar de descida. Trata-se de um rompimento (hemorragia) dos estreitos vasos sanguíneos (capilares) que fazem as trocas gasosas com os alvéolos (edema pulmonar). É como se a pessoa se afogasse com o próprio sangue.

Existe uma fórmula para determinar a profundidade máxima teórica que um apneísta poderá mergulhar sem que os seus pulmões sejam comprimidos a volumes inferiores ao do volume residual. A fórmula é TLC/RV = profundidade em ATM. Portanto, se um indivíduo possui 10 litros de TLC (volume pulmonar total) e 2 litros de RV (volume residual), o limite para os seus pulmões se comprimirem até o volume residual seria 5 ATM (= 40 m).

Como falei, este se trata e um limite teórico. Na prática, os apneístas conseguem ultrapassar o limite teórico devido ao fenômeno de adaptação fisiológica conhecido como blood shift (deslocamento de sangue). O blood shift geralmente ocorre com o mergulho em profundidade em apneia. Há uma vasoconstrição periférica onde os membros (braços e pernas) param de receber sangue, que se desloca para região do tórax e pulmões. Como resultado, os vasos capilares dos pulmões, agora mais “estufados” se projetam para dentro dos espaços alveolares substituindo o ar e resultando em uma redução no próprio volume residual que, por sua vez, estende o limite de profundidade.

De qualquer modo, mesmo com o blood shift que protege os pulmões contra a compressão, os capilares são muito sensíveis e podem se romper facilmente, particularmente em algumas situações. As circunstâncias mais freqüentes para a ocorrência de lung squeeze são:

1) Realizar imersões profundas sem aquecimento. O corpo precisa se adaptar aos poucos à profundidade para os pulmões irem ganhando elasticidade negativa.

2)     Segurar contrações durante mergulho profundo. Se você começar a sentir vontade de respirar e tiver contrações em uma profundidade em que o seu pulmão já esteja bastante comprimido, o movimento do diafragma movimentando o abdômen para dentro irá gerar uma pressão negativa ainda maior nos pulmões, aumentando o risco de lung squeeze.

3) Tentar equalizar usando a manobra de Valsalva durante mergulho profundo. Em grandes profundidades, seus pulmões estarão muito comprimidos. Se você tentar remover o pouco ar que ainda restam neles para equalizar os ouvidos, a chance de sofrer um barotrauma será grande. Por isso, nós apneístas utilizamos a manobra de Frenzel, onde a equalização é executada utilizando-se apenas do ar contido na boca.

4)   Realizar imersões com os pulmões vazios. Se você soltar o ar antes de mergulhar, seus pulmões serão comprimidos até o volume residual numa profundidade muito inferior do que aquela que eles seriam se tivesse enchido completamente os pulmões. Isso poderia levar a barotraumas mesmo no raso, como em 5 m de profundidade.

5)   Tensão, falta de relaxamento e/ou falta de elasticidade negativa da caixa torácica. Geralmente o medo ou ansiedade causa tensão, propiciando o barotrauma. A ausência de elasticidade negativa da caixa torácica é muito comum em atletas especialistas em modalidades de piscina. Estes geralmente treinam muito para encher bastante os pulmões (elasticidade positiva da caixa torácica), mas pouco para conseguir esvaziá-los bem (elasticidade negativa), enfrentando dificuldades no mergulho em profundidade.


No caso do Nicholas, devemos considerar alguns fatores que podem ter levado ao grave barotrauma que resultou em sua morte:

1) Segundo relatos de amigos, o Nicholas teria sofrido um lung squeeze dois dias antes num mergulho que fez a 95 m de profundidade. Isso significa que ele não teve tempo suficiente para se recuperar e a cicatrização dos vasos rompidos ainda não estava completa.

2) Durante o mergulho a 72 m que levou a sua morte, Nicholas teve problemas a 68 m (possivelmente dificuldade de equalizar) e fez a virada para abortar o mergulho e retornar à superfície. Entretanto, em frações de segundos, mudou de ideia e decidiu forçar um pouco mais e descer os 4 m que restavam para atingir sua meta de 72 m. Isso certamente gerou uma tensão e esforço extra, que, juntamente com uma possível tentativa desesperada de forçar a equalização, pode ter propiciado o lung squeeze.

3) A modalidade de lastro constante sem nadadeiras que o Nicholas estava praticando exige um esforço muito grande, podendo gerar vontade de respirar e contrações no diafragma ainda na descida ou início da subida, quando os pulmões estão muito comprimidos. Isto também favorece um lung squeeze.

4) O fato de se estar em uma competição internacional com grandes chances de boa colocação e recorde e apenas uma chance para realizar o mergulho imprime uma pressão muito grande no atleta que estava treinando há meses só para aquele momento. O certo seria se todos abortassem o mergulho se não estivessem se sentindo 100%, mas na prática não é o que acontece em competições. Fica a lição de que nenhum recorde vale a sua saúde e integridade física.

Dada as circunstâncias, o barotrauma do Nicholas foi muito intenso e o extravasamento de muito sangue para o interior dos pulmões impediu uma troca gasosa eficiente. Ele parece ter morrido afogado no próprio sangue.

Não conheci o Nicholas, mas soube que ele era muito querido por todos. Registro aqui as minhas condolências a sua família e amigos.

Finalizo o post com o link para algumas dicas da atleta Kathryn Mcphee para evitar o lung squeeze e como proceder caso aconteça: http://kathrynmcphee.blogspot.com.br/2009/11/lung-squeeze-clarified.html




domingo, 5 de maio de 2013

Caixote tenso em São Conrado


No dia 26/04/2013 rolaram altas ondas em São Conrado, pico da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Botei pra baixo numa delas com cerca de 8-10 pés e tomei uma vaca sinistra registrada pelo Marcio Antonelli e Angelo Guareschi. A onda foi destaque no principal portal de surf do Brasil: http://ricosurf.globo.com/noticias/bodyboarding/bodyboarding-recordista-de-apneia-toma-vaca-nervosa-em-sao-conrado/ 

Minha experiência com a apneia ajudou muito a manter a calma e o controle nesse momento tenso.

Seguem duas fotos da onda, a primeira é um frame do vídeo e a segunda é de autoria do Angelo Guareschi (http://guareschii.blogspot.com).







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Pesca Submarina em Playa Del Carmen


Durante o mês de março de 2013 estive de férias com dois grandes amigos, Irvin Molinaro e Sergio Braga, em Playa Del Carmen, México.

Fizemos excelentes saídas de pesca submarina com a equipe Arpon (http://www.spearfishingplayadelcarmen.com). Os mergulhos eram selvagens, sempre acompanhados de tubarões cabeça-chata que ficavam esperando a gente pegar o peixe para tentar roubá-lo da gente.  

Nossa rotina era mergulhar, pegar um peixe saboroso e logo depois comê-lo no restaurante, confraternizando com os grandes novos amigos que fizemos no local.

Seguem algumas fotos e, logo abaixo, um link para um videozinho que gravei com a Go Pro fixada na cabeça.







quinta-feira, 14 de junho de 2012

Desafio na China


Eu acabara de chegar de uma viagem magnífica de mergulho em Cozumel (México), quando recebi o convite de uma TV chinesa (Hunan TV) para participar de um desafio num programa deles ao vivo na China.

O desafio era uma competição entre eu e o múltiplas vezes recordista mundial Tom Sietas (Alemanha) para ver quem conseguiria ficar mais tempo sem respirar embaixo da água. Entretanto, eles queriam fazer algo diferente para tornar a competição mais desafiadora. Cada atleta faria sua performance num tanque lado a lado onde a água começaria numa temperatura extremamente fria (5ºC) e se aqueceria até uma temperatura extremamente quente (40ºC). Pelas regras, poderíamos respirar O2 puro antes da performance.

Acredito que o maior desafio para qualquer ser vivo existente é sobreviver: conseguir comida, água, um abrigo para se proteger do frio/calor, se manter longe dos predadores e livre de doenças. Entretanto, para muitos de nós, seres humanos, esses desafios mais essenciais de sobrevivência já foram, de certo modo, superados. Temos comida, casa, cama para dormir, roupas para se adaptar ao clima e remédios para combater doenças.  

Neste cenário onde sobreviver já não é uma tarefa tão desafiadora, acabamos procurando outros desafios e atividades na vida para torná-la algo mais emocionante. Tem gente que se joga de aviões, prédios e montanhas para abrir no ar uma espécie de tecido que amortece a sua queda. Tem gente que vai para o mar com uma prancha e fica o dia inteiro sendo arrastado pelas ondas. Tem gente que se reúne com outras pessoas e ficam correndo atrás de uma bola. Tem gente que vai para debaixo d’água para ficar sem respirar.

Então porque não tornar a vida um pouco mais emocionante ficando sem respirar embaixo da água e, de quebra, conhecendo a China? Pagando bem, que mal que tem?

Assim, logo topei a proposta da TV.

O convite foi feito muito em cima da hora, há apenas 2 semanas do desafio que seria no domingo do dia 03/06/2012. Eles ainda queriam que eu chegasse lá com uma semana de antecedência. Mal dava para acreditar que daria tempo de reunirem tudo o que precisávamos para o evento e a viagem. Mas a China é um país de pessoas determinadas e, por incrível que pareça, conseguiram organizar tudo.

Embora a apneia seja um esporte individual, dependemos muito de outras pessoas, especialmente para a nossa segurança. É essencial que seja alguém qualificado e de confiança. Neste contexto, convidei para ser o meu dupla de segurança o experiente mergulhador e amigo Marcus Werneck. Ele já havia sido o meu técnico quando eu quebrei o recorde mundial de apneia com O2 puro. Poderia me ajudar não só na segurança e manejo dos equipamentos, como também estava disposto a passar qualquer tipo de perrengue comigo durante esta viagem para um país de cultura totalmente diferente da nossa. 

Após intensa negociação com o sr. Yang Tao da Hunan TV sobre tudo o que precisávamos para a viagem, tiramos o visto correndo e no sábado do dia 26/05 já estávamos embarcando para uma longa jornada de mais de 30 h entre aviões e aeroportos até o nosso destino final, a cidade anciã de Changsha, fundada há mais de 2 mil anos.

Fomos muito bem recebidos pela Hunan TV, com direito a flores e presentes logo na chegada ao Aeroporto de Changsha. Ficamos hospedados num hotel 5 estrelas próximo a estação de TV e recebemos o tempo todo tratamento VIP.

Logo no dia seguinte de minha chegada, conheci o meu oponente, o alemão Tom Sietas. Na verdade, o Tom sempre foi o meu ídolo na apneia. Quando eu estava começando, ele já era detentor de todos os recordes mundiais da AIDA nas modalidades de piscina. Foi o primeiro ser humano a quebrar oficialmente a barreira dos 10 min de apneia estática (sem uso de O2). Uma verdadeira lenda de nosso esporte e alguém que eu sempre me inspirei.

Quando eu comecei quebrar recordes e participar de campeonatos mundiais, tive a grande felicidade de conhecer muitos ídolos do meu esporte. Grandes nomes e recordistas que antes eu só havia visto em reportagens e vídeos na TV ou internet. Infelizmente, o Tom, embora um de meus maiores ídolos, não estava nesse grupo, pois ele já havia parado de competir. Deste modo, encontrá-lo na China para participarmos juntos de um programa de TV foi uma satisfação imensa.

Como eu já poderia imaginar, o Tom é uma pessoa muito tranqüila e gente boa. Logo, eu e Werneck fizemos amizade com ele e seu assistente (também muito gente boa), sr. Andrew.

Infelizmente, quase não foi possível fazer turismo durante esta viagem. A nossa rotina consistia em treinar na piscina pela manhã e, durante à tarde e à noite, participar de gravações para a TV.

Em um dos dias que fomos treinar, o Tom promoveu uma tentativa de recorde de apneia com O2 puro para o Guinness e conseguiu o novo recorde mundial com a marca de 22`22``. Participamos como juízes e testemunhas desta incrível façanha e ficamos muito contentes por ele.

Antes de eu viajar, um aluno meu que já havia experimentado algumas viagens para a China disse que eu deveria estar com a mente aberta e preparado para um choque cultural muito grande. De fato, ele tinha toda a razão.

Eles são muito diferentes de nós ocidentais. Não dá para explicar em poucas palavras. Para citar apenas alguns exemplos que me chamaram a atenção em Changsha, destaco:

1-      Comida muiiiito apimentada. Você encontra pimenta fatiada em todos os pratos.
2-      Bebidas quentes. Dificilmente encontramos bebidas geladas. Também é muito difícil conseguir gelo nos restaurantes. Até uma coca cola é servida em temperatura ambiente, sem gelo.
3-      Trânsito de louco. Chega a ser engraçado ver os carros e motos entrando o tempo todo na contramão. Parece ser uma infração tão branda quanto nós pedestres brasileiros atravessando fora da faixa.
4-      Trabalho duro. Os chineses que mantivemos contato pareciam trabalhar umas 14 horas por dia, sem exagero.
5-      Ingenuidade. Levavam ao pé da letra todas as piadinhas sem graça que eu o Werneck fazíamos. Por mais absurdas que fossem as nossas histórias ou afirmações, eles achavam que estávamos falando sério, hehe. 

Pelo menos dois dias da semana foram destinados a uma bateria de exames médicos no hospital. Eles queriam investigar se nós tínhamos alguma característica física ou fisiológica que nos tornaria mais aptos a fazer apneia por longos períodos. Infelizmente, não recebemos os resultados de todos os exames. De modo geral, apenas parâmetros como capacidade pulmonar e oxigenação do sangue registraram valores acima da normalidade. Os resultados entre eu que meço 1,91 m e o Tom (1,93 m) foram muito similares.   

Nossa comunicação era toda em inglês, sendo sempre intermediada por tradutores, já que poucos chineses falavam inglês. Por necessidade, me senti obrigado a aprender pelo menos meia dúzia de frases e expressões em mandarim. Ficava todo bobo quando conseguia falar com um estranho.

Para mim, o desafio ia muito além de fazer apneia num tanque de água fria que iria se esquentando. Fazíamos parte do show. Então, era a nossa obrigação ajudar a organizar aquilo tudo. Trabalhamos duro para que tudo desse certo.

Eu ficava imaginando como seria se as coisas dessem errado. O quanto de energia e dinheiro que haviam sido gastos naquilo. Senti um peso de responsabilidade enorme nas minhas costas. No dia do show, tínhamos um tempo exato para dar entrevistas, respirar o O2 e partir para a performance. Qualquer mínimo vacilo poderia comprometer todo o evento.

No fundo, eu gosto de sentir essa adrenalina. Para mim, o verdadeiro desafio é aquele onde existe real possibilidade de falha. Não considero um desafio quando você já sabe que tudo vai dar certo.

O programa Mango Broadcast da Hunan TV foi assistido por mais de 10 milhões de pessoas, atingindo a quarta maior audiência na China naquele momento. Cabe ressaltar que a China possui mais de 100 canais de TV. O resultado pode ser conferirido no vídeo abaixo.

Agradeço a todos que fizeram parte desta espetacular experiência direta ou indiretamente, especialmente o sr. Yang Tao, Marcus Werneck, senhoritas Cindy e Grace, Tom e Andrew, toda a produção do programa, meu irmão Rodrigo e a Fun Dive.

Vídeo do evento: http://www.youtube.com/watch?v=YsBiYyR9Js0






Viagem a Cozumel - México


Considero-me um felizardo por já ter conhecido tantos lugares especiais e poder estar sempre viajando. Na verdade, a maioria das viagens que fiz sempre tiveram um objetivo relacionado ao meu trabalho de biólogo ou de atleta. Esta foi a primeira vez que viajei com o objetivo puro e simples de passear e fazer turismo.

Foi simplesmente espetacular! A companhia dos grandes amigos Irvin, Veruska, Murilo e Therson tornaram a viagem muito especial e divertida.

Seguem algumas fotos da aventura.






segunda-feira, 2 de abril de 2012

Artigo na Scientific American

Artigo interessante na revista Scientific American sobre reflexo de imersão explica um pouco sobre como conseguimos ficar tanto tempo sem respirar:


Sinto-me honrado por ter meu nome citado num artigo de divulgação científica.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Apresentação da nova Linha Hunter Fun Dive

Segue vídeo da nova linha de equipamentos da Fun Dive para apneia e pesca submarina.

100% aprovada!!

http://www.youtube.com/watch?v=8FwTbCm1qUs&feature=youtu.be

sábado, 10 de março de 2012

Circuito Light Rio Antigo


No dia 05/02/2012 participei de minha segunda prova de corrida de rua de 5km, o Circuito Light Rio Antigo 2012 - Etapa Lapa.

Eu estava firme entre os primeiros colocados até o terceiro quilômetro, quando comecei a sentir aquela "dor de lado". Desde então, tive que diminuir o ritmo até o resto do percurso.

Fiquei com a 6º colocação na categoria de 25-29 anos (total de 164 atletas nesta categoria) com o tempo de 20 min e 11 seg. Fiquei muito feliz por ter baixado em cerca de 1 min a minha marca da prova anterior.

Estou animado para treinar duro e me superar ainda mais!